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Bem Vindo Meu Anjo





Bem-Vindo Meu Anjo!
Blog desenvolvido com o objetivo de publicar textos, mensagens, poemas, poesias, frases e piadas e etc., escritas por mim, em alguns momentos, por alguns amigos queridos a quem costumo chamar de anjos e também famosas ou até mesmo desconhecidos ou anonimos... Espero poder deixar o carinho com o qual ele foi criado... como também espero que você possa se sentir muito bem aqui, neste cantinho que agora não é apenas meu, mas nosso! Bem-vindo, meu anjo!!!














Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só
, Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa














"Julian-Angel.mid"

Clique no stop se quiser parar a música.














Me Tem

Estende teus braços
e me acolhe, me aquece,
me entorpece, me protege
me faz viver.
Me olha com carinho,
enxerga minha alma,
escute meu olhar.
Sinta a canção do meu peito
olhe o frio do meu leito, veja o vazio que está.
Me beija o beijo da vida
me dá teu ar.
Me faz sonhar teus sonhos, e realiza os meus.
Traz o meu sorriso e aquele olhar apaixonado,
que você levou.
Guarda meu coração,
e me deixa guardar o teu.
Grita que me ama, que me quer,
que me tem.
Seja meu dono, meu amo, meu amor.

Mirthis Henzie









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Ser Anjo...



Queria ser um anjo...
Ser o anjo que vela,
O anjo que guarda,
O anjo que protege...
Quebrar todas as barreiras
E ser apenas ...um anjo.
Mas não é permitido
A um anjo,
Amar uma única pessoa,
Seu amor não pode
Ser exclusivo,
Seu amor deve ser extensivo.
Não é permitido a um anjo
Chorar por todas as pessoas...
Seu pranto é exclusivo,
Suas lágrimas devem regar
Uma por vez,
As flores que brotam
Em cada alma.
Que anjo posso ser?
Que amor poderei dar?
Que olhos irão me ver?
A quem irei amar?









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Sua Boca


 
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Boca que me encanta
Aguça os sentidos, atrevidos
Desejos adormecidos, lascivos
Que meu corpo desperta

Boca que no meu sonho habita
Quando de mim se aproxima
Me provoca num rastro de fogo...
Me excita com seu toque
Me leva a sufocar
 
Boca que faz minha voz calar
Me perco num mar de alegrias
Quando te sinto me tocar...
 
Lábios que me enlouquecem
Meu corpo inteiro estremece
De pensar em te explorar
Boca que me leva ao céu
Ao céu da sua boca...
Para sentir seu sabor de mel
Mesmo que eu prove o fel
Me deixa em você mergulhar
 
Boca sensual...
Que vive a me torturar
Anseio que chegue o momento
De em você tocar
Me beije, Me enlouqueça...
Quero em você me achar
 
Sensualidade a espalhar
Meu corpo ardendo em chamas
O
meu desejo se inflama

Quero atrevidamente lhe beijar...

(Ana Lúcia - 04/11/2007)




Escrito por Fascinius Angels às 15h12
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Sou Águia

 

 

 

Tenho coração de águia
E vôo com asas de anjo da guarda
Sobreponho-me a idéias fixas
Sobrevivo sobrevoando
Com o meu ar de ave de rapina.
Nas cenas tanto faço de forte como de frágil
Com cada dia que amanhece
Ganho mais força e coragem
Não é fácil sentir desordem em todos os sentimentos
Quando as peças se soltam
Por conseguinte não se encaixam
Mas os obstáculos jamais me ultrapassam
Apesar de sozinha lutarei contra tudo
A favor dos meus ideais
Hoje sou águia,
amanhã andorinha,
mas caça, jamais....

(D.A)



Escrito por Fascinius Angels às 13h56
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O Cavalinho de Cabresto e a Borboleta

 

 

 (click)

 

Esta é a história de duas criaturas de Deus  que viviam numa floresta distante há muitos anos atrás. Eram elas, um cavalinho e uma borboleta. Na verdade, não tinham praticamente nada em comum, mas em certo momento de suas vidas se  aproximaram e criaram um elo.
A borboleta era livre,
voava por todos os cantos da floresta enfeitando a paisagem. Já o cavalinho, tinha grandes limitações, não era bicho solto que pudesse viver  entregue à natureza.

Nele, certa vez, foi colocado um cabresto por alguém que visitou a floresta e a partir daí sua liberdade foi cerceada. A borboleta, no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais e a liberdade de voar  por toda a floresta, gostava de fazer companhia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado e não era por pena, era por companheirismo, afeição, dedicação e carinho.Assim, todos os dias, ia visitá-lo e lá chegando levava sempre um coice,

depois então um sorriso.Entre um e outro ela optava por esquecer o coice e guardar dentro do seu coração o sorriso. Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que lhe ajudasse a carregar o seu cabresto por causa do seu enorme peso.

Ela, muito carinhosamente, tentava de todas as formas ajudá-lo, mas isso nem sempre era possível por ser  ela uma criaturinha tão frágil.
Os anos se passaram e numa manhã de verão
a borboleta não apareceu para visitar o seu companheiro.

Ele nem percebeu, preocupado que ainda estava em se livrar do cabresto.E vieram outras manhãs e mais outras  e milhares de outras, até que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se só e finalmente percebeu a ausência da borboleta.  Resolveu então sair do seu canto e procurar

por ela. Caminhou por toda a floresta a observar  cada cantinho onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou.Cansado se deitou embaixo de uma árvore. Logo em seguida um elefante se aproximou e lhe perguntou quem era ele e o que fazia por ali.
- Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a
procura de uma borboleta que sumiu.
-Ah, é você então o famoso cavalinho?
- Famoso, eu?
- É que eu tive uma grande amiga que me
disse que também era sua amiga e falava muito bem de você. Mas afinal,
qual borboleta que você está procurando?
- É uma borboleta colorida, alegre,
que sobrevoa a floresta todos os dias visitando
todos os animais amigos.
- Nossa,
mas era justamente dela que eu estava falando. Não ficou sabendo?
Ela morreu e já faz muito tempo.
- Morreu? Como foi isso?
- Dizem que ela conhecia, aqui na floresta,
um cavalinho, assim como você e todos os dias quando ela ia visitá-lo, ele dava-lhe um coice. Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela jamais contou a ninguém. Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que tinha feito naquela manhã e era aí que ela falava com a
maior alegria de você.
Nesse momento o cavalinho já estava derramando
muitas lágrimas de tristeza e de arrependimento.
- Não chore meu amigo,
sei o quanto você deve estar sofrendo. Ela sempre me disse que você era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os coices que ela recebeu desse outro cavalinho, que ela acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito doente,
triste e sucumbiu e morreu.
- E ela não mandou me chamar nos seus últimos dias?
- Não, todos os animais da floresta quiseram
lhe avisar, mas ela disse o seguinte: "Não perturbem meu amigo com coisas pequenas, ele tem um grande problema que eu nunca pude ajudá-lo a resolver. Carrega no seu dorso um cabresto, então será cansativo demais pra ele
vir até aqui."


Você pode até aceitar os coices que lhe derem quando eles vierem acompanhados de beijos, mas em algum momento da sua vida, as feridas que eles vão lhe causar, não serão mais possíveis de serem cicatrizadas. Quanto ao cabresto que você tiver que carregar durante a sua existência, não culpe ninguém por isso, afinal muitas vezes, foi você mesmo que o colocou no seu dorso.

 

OBS: Qualquer semelhança com seres humanos que você conheça, pode não ser coincidência. 

 

Autora: Silvana Duboc

 



Escrito por Fascinius Angels às 15h06
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Soneto da Fidelidade

 

 

 
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
 
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
 
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
 
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
 
(Vinícius de Morais)
 
 



Escrito por Fascinius Angels às 13h11
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Uma Mesma Mulher...

     

Tome a mesma mulher aos 20 e aos 40 anos. 

 

      No segundo momento ela será umas sete ou oito vezes mais interessante,

sedutora e irresistível do que no primeiro. Ela perde o frescor juvenil,

é verdade. Mas também o ar inseguro de quem ainda não sabe direito o que

quer da vida, de si mesma, de um homem.

      Não sustenta mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher

de 20. Só que é compensado por outros atributos encantadores de que se

reveste a mulher de 40. Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica,

centrada,certeira no trato consigo mesma e com seu homem.Aos 40, a mulher

tem uma relação mais saudável com o próprio corpo e com seu cheiro cíclico.

Não briga mais com nada disso. Na verdade, ela quer brigar o menos

possível. Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil,

ignorando o que for feio e baixo-astral. Quer é ser feliz. Se o seu homem não

gostar do jeito que ela é, que vá procurar outra. Ela só quer quem a mereça. 

      Aos 40 anos, a mulher sabe se vestir. Domina a arte de valorizar os

pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Sabe escolher sapatos,

tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. Mas, sobretudo, gasta

melhor. E tem gestos mais delicados e elegantes.

Aos 40, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar.

E finge indiferença com mais competência quando interessa repelir.

Ela não é mais bobinha. Não que fique menos inconstante. Mulher que é

mulher, se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa nem acordaria

dois dias seguidos com o mesmo humor.

Mas, aos 40, ela já sabe lidar melhor com este aspecto peculiar da condição

feminina. E poupa (exceto quando não quer) o seu homem desses altos e

baixos hormonais que aos 20 a atingiam - e quem mais estiver por perto –

irremediavelmente.

      Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 40, tem pintas, encantadoras trilhas

de pintas. Que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos

escolhidos. Sim, aos 20 a mulher é escolhida. Aos 40, é ela quem escolhe.

E não veste mais calcinhas que não lhe favorecem.

Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. Também aprende a se perfumar

na dose certa, com a fragrância exata. A mulher aos 40, mais do que aos 20,

cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome. Aos 40,

ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada.

Até seus dentes parecem mais claros. Seus lábios, mais reluzentes. Sua

saliva, mais potável. E o brilho da pele não é o da oleosidade dos 20 anos,

mas pura luminosidade. Aos 20, ela rói unhas. Aos 40, constrói para si mãos

plásticas e perfeitas. Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e

suave. Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética

insuperável.    Acontece também alguma coisa com os cílios, o

desenho das sobrancelhas.O jeito de olhar fica mais glamouroso, mais

sexualmente arguto. 

      Aos 40, quando ousa no que quer que seja, a mulher costuma acertar

em cheio. No jogo com os homens, já aprendeu a atuar no contra-ataque.

Quando dá o bote, é para liquidar a fatura. Ela sabe dominar seu parceiro

sem que ele se sinta dominado. Mostra sua força na hora certa e de modo sutil.

Não para exibir poder,mas para resolver tudo a seu favor antes de

chegar o ponto de precisar exibí-lo. Consegue o que pretende sem confrontos

inúteis.Sabiamente,goza das prerrogativas da condição feminina sem engolir

sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher. 

      Se você, leitora, anda preocupada porque não tem mais 20 anos –

ou porque ainda tem mas percebeu que eles não vão durar para sempre –

fique tranqüila. É precisamente aos 40 que o jogo começa a ficar bom.

 

      Texto de Adriano Silva, 31 anos, diretor de redação da revista Superinteressante.

 

 



Escrito por Fascinius Angels às 12h50
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POR DO SOL...

 

 

 

 

Lindo céu imenso

Azul

Negro

Cheio de mistérios

Este com o poder de nos brindar

Com uma beleza única

Sendo ele dono de tantas

Hoje fui homenageado

Com uma de suas belas pinturas

Um quadro com tamanha perfeição

Uma magia sem fim

Posto eu a frente do Oceano

Pude ver o encontro da água e o fogo

No meu imaginário ouvi o chiado da água revolta 

E a chama da vida se fundirem

E desta fusão surgiu um colorido

Que fez dourada minha pele

Meus olhos e meu coração

Ele que me deu um novo entardecer

Como tantos outros

E em cada um aprendizado diferente

Um toque só teu

Uma renovação constante

Ele faz de cada dia algo especial

Uma nova visão

Eu como aluno

Reverencio este Universo

Cheio de verdades

Por este momento

Porque só sei que ele

Me faz um bem danado.

 

(By: Manoel Denys)

 

 

 



Escrito por Fascinius Angels às 15h16
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Grata pela visita, volte sempre e

não esqueça jamais de que você é:

A alegria de quem te ama,

A tristeza de quem te odeia e a

Ocupação de quem te inveja...

Abençoado seja todos os dias de sua vida!!!

Beijos no seu coração de anjo!!

 

 



Escrito por Fascinius Angels às 00h07
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TEMPESTADE INTERIOR

Raios cortam o céu, anunciando
a tempestade que se aproxima.
Dentro de mim essa tempestade
também se anúncia.
Meu coração está, qual lá fora.
As folhas, e as flores, estão sendo
açoitadas pela fúria do vento.
Tempestade de amor,
dentro do meu coração.
Luta constante, entre
querer e não querer.
Amar e não amar.
A chuva se aproxima.
Ouço o canto do vento,
e o lamento da chuva.
Minhas lágrimas se misturam
com as lágrimas do céu.


Já não sinto o gosto do sal.
A chuva lava meu rosto
minha alma, meu coração.
Tempestade por onde passas
é como um rio bravío, abrindo crateras.
Espaço aberto, pelas vicissitudes do vento
até entregar as últimas gotas.
A tempestade da natureza passou
seu barulho vái lá longe.
A do meu coração, continua a açoitar.
Tudo é vazio...! calado...! abandonado...!

(Ceciília)



Escrito por Fascinius Angels às 23h51
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PARTIDA

 

 

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Qual pássaro preso numa bela gaiola

Que sonha um dia a liberdade ganhar

Você alçou vôo rumo ao eterno infinito

Nos braços do Pai foi se abrigar

Plantando em meu peito angustiante saudade

 A dor  que me invade não dá para explicar

 

Sonhos desfeitos, promessas não cumpridas

Dilacerada minha alma ficou

Deixando os becos do meu coração vazio

O beijo frio você aceitou

Sem tempo para dizer ao menos adeus

De onde veio um dia, você retornou

 

Por que teve que ser assim tão repentino?

Prisioneira da desilusão e saudade fico a me perguntar

Se você foi meu Sol, a Luz e a Vida

Hoje sou Lua fria e perdida a vagar

Contemplando as estrelas te encontro no vazio

Estendendo a mão quero te alcançar

 

O vento que passa canta seu nome

O mórbido sentimento vem me trazer

Encontro você no perfume das flores

Na brisa suave ao meu corpo envolver

Hoje sei você é um anjo no céu

Que joga suas asas para me proteger

  

Mesmo em outra dimensão estará comigo

Meus pensamentos serão sempre seus

Está tatuado em tudo que faço e vive

Nas ondas que arrebentam aos pés meus

Na lágrima salgada que me desce na face

Como dói sua partida, meu Deus!

 

(17/01/2008)

 



Escrito por Fascinius Angels às 16h53
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Súplica


Olha pra mim, amor, olha pra mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.

O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!

Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d'astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos!

Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente...
Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim eternamente! ...

Vem para mim,amor...Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu último suspiro na tua boca!...

(Florbela Espanca)

 

 



Escrito por Fascinius Angels às 10h24
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SEM RUMO

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Também pensei um dia

que a estrada fosse minha.
 

Caminhei minha cota do caminho

sem rumo, sem pressa.

 

Pisei o barro, a trilha sombreada

 A estrada farta de espinhos.
 

Deixei as marcas dos meus pés

por esse mundo a fora.